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Um ex-vereador de Dom Basílio, no sudoeste baiano, não imaginava que usar um ônibus escolar da prefeitura para transportar convidados do casamento da filha dele pudesse também trazer consequências. O fato, exemplo de uso irregular de transporte público, não passou impune pela Promotoria e Justiça de Livramento de Nossa Senhora, na mesma região de Dom Basílio. Publicado nesta quarta-feira (9), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) impõe ao ex-vereador Vilson Neves dos Santos a devolução dos custos do uso do ônibus escolar.

“Nena”, como o ex-edil é conhecido, terá 30 dias para pagar as despesas. Caso desobedeça ao acordo, os custos serão transferidos para o ex-prefeito João Dias Pereira, que autorizou o uso do veículo. Se os dois não quitarem o débito, o Ministério Público irá acioná-los na Justiça por improbidade administrativa [crime contra a administração pública].

Conforme o promotor Millen Castro de Moura, o caso ocorreu em 2 de julho de 2016. À época, o transporte escolar fez viagens de ida e volta entre o Povoado Boqueirão das Neves, na zona rural da cidade, e a Praça da Matriz, no Centro da cidade, que geraram custo de R$ 294.

Publicado em Política

"Quem está aberto em abril, eu aconselho vir urgente acertar. Quem não vier, à noite estarei na porta. Nem se for 2h da manhã eu vou bater para cobrar." "Senhores porteiros da rua Marconi: a Conceição, do 4º andar, o prazo dela acaba no domingo. A partir de segunda ela não entra mais no prédio, só se for para retirar as coisas."

As frases acima estão no grupo de WhatsApp de moradores e coordenadores do MMPT (Movimento Moradia Para Todos).

A autora dos áudios é Ednalva Franco, líder do movimento que controla quatro prédios -na Bela Vista, na Mooca e nas ruas Marconi e Capitão Salomão.

Filiada ao PT desde 1990, Ednalva é assessora da deputada estadual Marcia Lia (PT-SP) e conhecida ativista sem-teto de São Paulo. É Ednalva que aparece num episódio de 2013 do "Profissão Repórter" saindo com uma SUV nova da garagem de um prédio na República.

"Porteiros, eu vou passar todos os nomes das pessoas que o prazo acaba até domingo. Inclusive a Luciana, do 309", diz ela em outra mensagem do grupo. "Vou passar toda a lista pra vocês na portaria assim que eu terminar."

Depois que escrevi sobre o modelo de negócio dos líderes de grupos sem-teto, ex-moradores me procuraram denunciando abusos, ameaças e cobrança de aluguel de R$ 200 a R$ 500 por parte dos coordenadores.

"Além do aluguel, a coordenadora sempre inventa uma taxa nova para o pessoal pagar", diz um ex-morador do edifício São Manuel, na rua Marconi, que não se identifica por temer represálias. Ele avalia que os alugueis só desse prédio rendem pelo menos R$ 35 mil por mês ao movimento.

Conta ainda que era obrigado a participar de atos em defesa do ex-presidente Lula. "Quando tinha um ato, eu colocava a camiseta do movimento e ficava perto dela [Ednalva]. Fazia questão que ela me visse várias vezes, para marcar presença. Depois trocava a camiseta e ia embora."

Conversei com Ednalva Franco sobre as denúncias. Ela admitiu a autoria das mensagens e afirma que cobra uma taxa de no máximo R$ 200 por morador.

Alega que o dinheiro serve para custear o escritório e a creche do movimento, além do salário de porteiros, a manutenção dos elevadores, extintores e outras despesas. Negou expulsar moradores por falta de pagamento, apesar do conteúdo evidente dos áudios.

"Se o morador não tiver dinheiro para pagar a contribuição, nós chamamos para conversar e parcelamos até ele arranjar um emprego", diz.

O ex-morador contesta. "Ela e o marido costumavam gritar de madrugada com quem estava devendo. A creche não funciona há muito tempo. E, na Marconi, o elevador quebrava toda hora e ficava meses sem conserto."

Sobre a exigência de participação em protestos, Ednalva afirma que "cada movimento social tem suas regras. Apresentamos nossa rotina quando a pessoa ingressa no movimento. A partir de então, se quiser continuar, precisa seguir as regras do grupo".

Invadido em 2012, o edifício São Manuel é considerado uma ocupação-modelo dos sem-teto. Recebe oficinas culturais, reuniões políticas e já abrigou um escritório coletivo de doutorandos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

O ex-morador, porém, reclama da falta de liberdade (o portão fecha à 0h; depois desse horário só é possível entrar ou sair do prédio às 6h) e da quantidade dos eventos de conscientização política. "Nenhum morador aguenta mais tanta reunião", diz.

Publicado em Política

A testemunha que ligou o vereador Marcello Siciliano (PHS) do Rio e o miliciano Orlando Oliveira de Araújo ao assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, afirmou que um policial da 6ª BPM do Rio (Olaria) e um ex-PM do estado estavam no Cobalt usado na execução de Marielle. Além do PM e do ex-PM, outros passageiros do Cobalt são ligados ao miliciano Orlando, que atua na Zona Oeste e que, de acordo com a testemunha, participou da trama para matar Marielle, junto com Siciliano.

De acordo com informações do jornal O Globo, os dois homens já se envolveram em outra execução com semelhanças à de Marielle em junho de 2015 - e ela também teria ocorrido a mando de Orlando de Curicica, de acordo com o Ministério Público do Rio. A Secretaria de Segurança pediu à Justiça do Rio em 25 de abril a transferência de Orlando para um presídio de segurança máxima, mas a medida até agora não foi autorizada.

 

Publicado em Política

Uma plantação de maconha foi descoberta pela polícia no município de Esplanada, no litoral norte baiano, nesta quarta-feira (9). Avaliada em R$ 2,2 milhões, a droga foi incinerada pelos agentes da Coordenação de Operações Especiais (COE) e do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil.

A plantação, que pesou cerca de 1,5 tonelada, foi encontrada em um povoado da zona rural na localidade São José do Operário com utilização de drone. Os policiais civis chegaram até a droga após a Operação Conhecer, Operar e Aproximar (COA), promovida em Portão, município de Lauro de Freitas, no ano passado.

Um dos presos informou que a maconha vendida era plantada na cidade de Esplanada. Com as informações repassadas e apoio do Draco, o plantio foi monitorado e erradicado.

De acordo com a polícia, informações apontam que a plantação é de João Cleison Carvalho, o 'Didi, capturado este ano em Maceió por policiais baianos. O 'Didi' é apontado como líder de uma quadrilha que atua naquela região.

Publicado em Bahia