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Sábado, 17 Novembro 2018
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Condeúba

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A Prefeitura Municipal de Condeúba, por meio de recursos próprios, está reformando o Hospital da sede do município. A obra tem um investimento de aproximadamente R$ 300.000,00 e trará mais conforto e comodidade aos pacientes, colaborando também com prestação de serviço dos profissionais de saúde.

A unidade foi inaugurada há dez anos e veio passando por pequenas reformas. Desta vez, a reestruturação conta com um investimento maior e com a troca de equipamentos antigos. A proposta inclui a construção da sala de estabilização (sala vermelha), reforma do laboratório e ambulatório, da sala de raio X e também do pronto socorro. Além das manutenções na cozinha, na lavanderia, na reforma do piso granilite e na substituição das calhas pluviais. Estão sendo feitas as trocas de esquadrias metálicas por esquadrias de alumínio e a de portas de madeira por portas laminadas.

É um investimento que a Prefeitura vem fazendo para melhorar as condições estruturais e consequentemente profissionais nesse setor do município. A aplicação de recursos próprios está sendo feita visando um dos direitos básicos sociais instituídos constitucionalmente: o direito de acesso à saúde.

Os estragados causados pelas chuvas torrenciais que caíram sobre os municípios da região de Condeúba repercutiram em vários veículos de comunicação da Bahia. Apesar de ter rompido com um preocupante período de estiagens, que levou a barragem do champrão a um colapso, as chuvas também trouxeram prejuízos à moradores de comunidades rurais e transtornos para o serviço público municipal.

Após chover em torno de 200 mm em apenas 5 horas, uma barragem na região de Olho D'água não suportou a cheia repentina e se rompeu, levando carro, móveis e alagando casas que estavam no curso da água. Pelo menos 3 reservatórios se romperam no município. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, apesar dos prejuízos materiais, não houve vítimas.

Após uma visita do coordenador da Defesa Civil do Estado da Bahia, Paulo Sérgio Menezes Luz, o prefeito Silvan Baleeiro decretou estado de emergência e agora mobiliza toda a equipe do poder publico municipal para fazer as intervenções necessárias para amenizar as consequências das enchentes.

O volume de chuvas para este período do ano é pouco comum e por este motivo, fez com que os principais veículos de comunicação do estado repercutissem o fato. 

De acordo com a agência Tempo Agora, ainda são esperados pelo menso mais 60 mm de chuvas para os próximos dias.

 

 Mesmo com todo o ônus trazido com as chuvas que caíram sobre Condeúba, os moradores estão exalando felicidades por ter o ciclo de seca que assolava o município rompido. Em uma noite apenas, caiu água suficiente para encher as barragens da zona rural e fazer com que os rios voltassem a ter água correndo nos seus leitos.

Apesar do grande benefício que as chuvas trouxeram, o temporal também gerou prejuízos para alguns moradores. Há registro de carros arrastados. guarda roupas, motocicletas e até um sofá. As estradas também sofreram danos e em algumas regiões chegou a inviabilizar o tráfego de veículos.

O Jornalista Max Dayan que viajava de Mortugaba para Vitória da Conquista relatou ao FRC que teve que retornar ou seu município porque não foi possível seguir viagem.

Primeiro Nós tentamos seguir por uma via, mas encontramos dois veículos atolados que estavam fechando a estrada e não foi possível dar continuidade. Tentamos uma via alternativa mas, havia uma árvore caída e então tivemos que voltar para Mortugaba e desistir da viagem." Relatou Max.

Uma casa antiga também não suportou o temporal e veio abaixo, conforme informou uma moradora em um áudio enviado via WhatsApp para o Folha Regional de Condeúba. A leitora não informou em qual comunidade rural o fato aconteceu.

As fortes chuvas que caíram sobre solo condeubense principalmente na noite do dia 29 e na madrugada do dia 30 já foram suficientes para encher algumas barragens na zona rural e fez com que alguns rios que estavam secos voltasse a correr. 

Na sede do município, moradores de uma casa no Bairro Bom Jesus acordou com a sua residência alagada. Já na zona rural, uma moradora informou via áudio no WhatsApp que uma casa velha chegou a cair em cima de uma moto e animais morreram devido ao grande volume de precipitações que caíram em um curto espaço de tempo.

A expectativa agora é que comece a entrar água na Barragem do Champrão, principal reservatório do município e que estava já no seu volume morto, na iminência de entrar em colapso. 

Segundo o site TempoAgora, a previsão é de mais chuvas para os próximos dias.

Por Paulo Oliveira - Meus Sertões

O ônibus entra em Condeúba, a 150 km de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. No caminho até a agência da Viação Novo Horizonte, diante da igreja matriz de Santo Antônio, passa por uma construção de pedras com uma coroa de zinco fincada em uma haste presa ao teto. A gruta chama a atenção de quem está na cidade pela primeira vez e traz em si uma história muito interessante, que nos é contada pelo mestre de obra Anfilófilo Antônio de Souza, o seu Filó, 84 anos, integrante da Irmandade do Santíssimo Sacramento.

Tudo começou no início dos anos 1970. com uma ideia do padre Vítor Coelho de Almeida.

Segundo filho de Leão Coelho de Almeida e Maria Sebastiana Moreira, Vítor foi um guri muito levado. Aos 7 anos, ele esteve à beira da morte por causa de problemas pulmonares A tuberculose ameaçou sua vida em duas outras ocasiões – aos 22 e aos 41 anos.

Órfão de mãe desde os oito anos Vítor, foi internado no Colégio Redentorista Santo Afonso, em Aparecida (SP). Depois, entrou para o seminário e foi ordenado em Gars am Inn, na Alemanha. Em 1949, sem um pulmão e curado de pneumonia, o religioso foi trabalhar no santuário de Nossa Senhora e incentivou a fundação da rádio Aparecida.

Foi na emissora, onde permaneceu por quase duas décadas, que idealizou o concurso para atrair sócios para a rádio. Em 1972, anunciou que a cidade baiana que angariasse maior número de associados ganharia uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Acrescentou ainda que a entrega contaria com a apresentação de músicos da rádio e a presença de bispos e padres.

“E assim aconteceu. Condeúba reuniu 368 sócios, que passaram a fazer doações mensais, e ficou em primeiro lugar” – conta seu Filó.

A tradição continua: No seu quarto ano, o Condeúba Prime promete ser ainda mais inovador e fazer o seu fim de ano se tornar inesquecível.

E pra ajudar a escrever mais um ano de história do evento, estará presente a banda que marcou uma geração inteira: Trio da Huanna. Abre que é sucesso! Doze anos depois eles retornam cheios de saudade para cantar junto com o público de Condeúba e região sucessos como: “Arrochadeira de Maluco”, “Chora Guitarra”, “Bicicletinha”, “Encosta no Canto”, “Fuleragem”, “Mil e um Motivos”, “Os Ninjas do Arrocha” e essa que todo mundo conhece: “Piriripompom”!

Não para por aí! O evento ainda vai contar novamente com a super presença do cantor soteropolitano Gabriel Levy no seu novo projeto Isqueminha. Promete levar a festa até o amanhecer do dia. Levem seus óculos de sol!

Então tá combinado! Convide seus amigos e sua família pra passar um fim de ano especial no Condeúba Prime. O evento acontece dia 24 de Dezembro, na área verde da AABB.

Ingressos à venda!

Mais informações: (77) 9 9191-0752
Fiquem ligados nas novidades no instagram do evento: @condeubaprime

Apesar de estar situada no Sertão Nordestino, em uma área cujo clima é semi-árido, de poucas chuvas, Condeúba já registrou na sua história períodos bons de chuvas, cheias regulares nos seus rios e uma produção regular na área agropecuária. A plantação de cana de açúcar para a produção de cachaça, açúcar e rapadura, pastos para a produção pecuária dentre outros itens produzidos pela agricultura familiar costumava abastecer o mercado interno nos anos 1950, quando foi construído o primeiro grande açude para abastecer a cidade, o açude do Champrão - e até mesmo servir para abastecer outras cidades da região.

Muito embora a cidade tenha registrado na sua história esse período de clima favorável quando o assunto é chuva, especialmente a partir dos anos 2000 os efeitos das secas prolongadas começaram a mostrar-se cada vez maiores. Com a mudança gradativa no clima da cidade, que segue o mesmo comportamento do clima do sertão nordestino, algumas atividades agrícolas foram inviabilizadas e atualmente já há preocupação com o abastecimento para finalidades elementares para a manutenção da vida como tomar banho, cozinhar e até mesmo para o consumo humano. 

Desde a grave seca que assolou a região de Condeúba no ano de 2013 quando a barragem do champrão chegou em níveis muito baixos, o tema "água" tem sido recorrente nas cidades dessa área geográfica e traz consigo preocupação e tensão. O maior reservatório da região desde 1950 ainda é o Açude do Champrão, com a diferença que passou a abastecer diretamente as cidades de Piripá e Cordeiros. Todos os projetos que já foram apresentados para trazer novos reservatórios ainda são meras promessas políticas, sem nada de concreto. 

O livro Um Século de Secas dos autores Catarina Buriti e Humberto Barbosas, que aborda sobre a seca no sertão aponta que:

"... até 2050, a demanda por água deverá aumentar em 50%. Segundo a UNCCD, até 2025, 1,8 bilhão de pessoas sofrerão com a escassez absoluta de água, enquanto 2/3 do mundo estarão vivendo em condições de estresse hídrico. No ano de 2030, cerca de 2,4 bilhões de pessoas no Planeta podem estar vivendo em áreas sujeitas a períodos de intensa escassez de água, o que pode deslocar uma população de até 700 milhões de cidadãos."

A escassez de água será um dos maiores desafios do século XXI porém, as discussões e políticas públicas acerca do assunto ainda são muito rasas e pouco efetivas. 

No caso específico da região de Condeúba, com mudança gradativa do clima, o que já é previsto por diversos estudos, trazendo secas cada vez mais prolongadas, a primeira medida emergencial que deveria ser tomada é a construção de um açude de maior porte. Dois projetos nessa linha figuram em anos eleitorais: A Barragem dos Morrinhos e a Barragem do São Domingos mas, nada de concreto além de promessas políticas aconteceu. Ambos os projetos tem um custo elevado (mais de 60 milhões de reais) e também um tempo para execução, que deve ser de pelo menos 8 anos. Mesmo levando um tempo considerável até que um açude como esse seja projetado, executado, alagado e então liberado para o uso, os governantes assistem o agravamento do problema do abastecimento de água sem mover uma palha sequer no sentido da solução ou das soluções.

Com a construção de uma barragem de médio porte, como previsto nos dois projetos citados, além de garantir um abastecimento para os municípios da região, seria possível o investimento em plantações irrigadas, o que traria mais vegetação para o bioma local, garantindo mais umidade no clima e também a alimentação do ciclo da água, o que poderia trazer mais chuvas.

Outra medida que requer atenção e é muito pouco discutida é a recuperação dos rios que cortam o município. O desmatamento dos leitos e nascentes, a construção de represas nos leitos dos rios e a poluição prejudicou o curso das águas que desembocam no açude do champrão.

As secas serão cada vez mais severas e não há perspectivas de mudanças para esse processo de ampliação do Sertão Nordestino. É necessário que os governos e sociedade civil se organize para discutir a problemática, trazer soluções efetivas que amenizem essas consequências e também para que seja possível implementar projetos e políticas públicas de modo que garanta o abastecimento antes que os reservatórios sequem e inviabilize até mesmo a vida humana na região.

A problemática requer discussões mais profundas, envolvendo clima, vegetação e até mesmo a questão socio-econômica. Serão necessárias mudanças de hábitos, mudanças no cenário econômico para evitar prejuízos e medidas efetivas dos governos para garantir a vida humana com dignidade nesses municípios que beiram um colapso hídrico. Retardar essas discussões e resumir o problema à racionamentos, retirada de lixos do açude do champrão ou outras atitudes necessárias mas, pouco efetivas, não trará resultado no plano macro, que será de onde poderá vim uma solução de maior abrangência. É preciso fazer o dever de casa mas, não se pode esquecer que o problema é muito maior e requer uma atenção aprofundada.

Portanto, basta uma visita no açude do Champrão, que hoje está no seu volume morto e ainda assim fornecendo em torno de 40 carros pipas por dia e todo o abastecimento via adutoras para os três municípios (Condeúba, Piripá e Cordeiros), para saber que é urgente a demanda por um novo reservatório de maior porte.

Esse texto não foi redigido por um especialista na área entretanto, não necessita se aprofundar muito tecnicamente para entender a complexidade que é o problema do abastecimento em Condeúba e região e também a urgência que se tem para começar a implementar projetos e políticas, tendo em vista que eles só surtirão efeito anos após ter dado o primeiro passo.

 Fica a reflexão.

Uma dos fatos curiosos entorno da campanha do candidato a Presidente Jair Messias Bolsonaro é o engajamento dos seus eleitores para à promoção da sua campanha. Diversas cidades do Brasil já assistiram a grandes eventos, todos eles promovidos pelos eleitores e com seus próprios recursos, sem sequer um contato com o núcleo da campanha.

Condeúba receberá no próximo dia 29/set uma carreata em manifestação de apoio à candidatura do capitão reformado da política militar. Segundo os organizadores do evento, a carreata sairá da Praça do Forródromo as 17 horas. Ainda no anuncio divulgado via WhatsApp, os eleitores que se dispuseram a organizar o evento solicita que os participantes utilizem camisa amarela, branca ou da seleção brasileira, em reforço ao patriotismo.